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Abrimos este relatório em um tempo em que, apesar do aparente otimismo, multiplicam-se sinais de exaustão sistêmica: secas, enchentes, apagões, temperaturas extremas, guerras e um sentimento difuso de colapso. Mas seria um erro tratar esses fenômenos como crises isoladas. O que está em disputa é algo mais profundo: a maneira como enxergamos a vida e organizamos nossas relações. Quando a verdade perde espaço, o medo orienta a política e tudo passa a ser medido pela utilidade, pessoas, rios, florestas, culturas e territórios tornam-se bens negociáveis. Essa violência, porém, não atinge a todos da mesma forma. Ela recai sobre povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, periferias urbanas e populações negras e empobrecidas. A crise climática tem cor, território e história. Por isso, falar de justiça climática é também enfrentar o racismo climático, das políticas públicas às práticas cotidianas. É contra essa lógica que o socioambientalismo se afirma. Para o ISA,
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