Brasil está fora da lista de fornecedores de carne da UE, mas setor aposta em reversão rápida do embargo
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Brasil está fora da lista de fornecedores de carne da UE, mas setor aposta em reversão rápida do embargo

A partir desta quinta-feira (3), o Brasil está oficialmente fora da lista de fornecedores credenciados a exportar carnes bovina, suína e de aves, além de outros produtos de origem animal, como ovos e mel, para a União Europeia (UE). Motivada por questões sanitárias, a restrição entra em vigor apesar do diálogo em nível técnico e das gestões feitas no mais alto nível, inclusive pelo presidente Lula, que enviou carta à Comissão Europeia.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Brasília

É um sinal ruim para o Brasil, que firmou um tratado de livre comércio com a UE, em vigor desde maio. O país é o único do Mercosul que ficou fora quatro meses depois de o acordo começar a valer. Mas existe uma estimativa de que uma parte desses produtos — o que inclui aves, ovos e mel — volte a embarcar até novembro. Isso se ficar constatado que o país cumpriu todas as exigências.

Para carnes bovinas, entretanto, isso só deve ocorrer no ano que vem, devido ao ciclo de vida desses animais, que é mais longo. Mas as tratativas continuam. Existe até a possibilidade de se liberarem alguns frigoríficos de maneira temporária até que todos estejam comprovadamente aptos.

Uma missão técnica da UE esteve no Brasil para inspecionar a produção de frangos. O grupo ficou uma semana e parte nesta quinta-feira de volta a Bruxelas. Seu veredito ainda precisa ser anunciado.

Contexto político

Diante da crise sem precedentes na relação com os Estados Unidos, o sinal político não é bom. Ainda mais a um mês da eleição presidencial brasileira. Para o Mercosul e União Europeia, esse era um gesto importante em relação aos EUA. O acordo com a UE, negociado por um quarto de século, acabou saindo depressa esse ano justamente por conta das pressões comerciais que os americanos têm feito sobre o Brasil e o próprio bloco europeu.

Foi isso que acabou levando a UE, até então mais reticente, a assinar o tratado, mesmo diante da resistência enorme por parte da França, Irlanda e Polônia.

O Brasil tem na diversificação de parceiros comerciais uma alternativa à pressão americana, e, por incrível que pareça, vender à UE é diversificar, como dizem interlocutores do governo.

O Palácio do Planalto ainda aposta na boa vontade por parte de Bruxelas. Afinal, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, bancou a conclusão da parceria Mercosul-UE.

No Brasil, o que se diz entre negociadores é q

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